Acorda cedo com um barulho esquisito, como o de um avião que acabara de sofrer um acidente, vai até a janela e, ao chegar, surpreende-se com a imagem pós-apocalíptica que toma seus olhos, os quais ele esfrega incessantemente tentando entender o que se passava, mas a imagem não mudava. Vestiu-se apressadamente e saiu de casa, que era um outro lugar que lhe parecia familiar, mas estava totalmente destroçado, fazendo assim parte dequela paisagem demoníaca. Anda atordoado, sozinho na vastidão arrepiante de uma cidade destruída até então sem explicação alguma para ele. O tempo passa e, cada vez mais, ele sente que é o único ser humano ali e, tentando encontrar uma resposta para o desaparecimento das outras pessoas, pergunta-se o porquê de ele ser o último. A noite cai e, ainda perplexo, ele tenta voltar para o lugar onde acordou, na tentativa de achar uma resposta e, no meio do caminho, ouviu sons que jamais havia ouvido antes, sons esses que ganhavam eco através do um ar sombrio e macabro. Apressou o ritmo, mas cada vez
que dava um passo o barulho aumentava, até que ele o sentiu bem atrás dele e, virando-se, tentou ver o que era. Deparou-se com um ser assustador, com olhos amarelos medonhos, mas ao mesmo tempo hipnotizantes. Tentou correr, mas suas pernas não respondiam aos seus comandos, então viu-se sendo devorado por aquele monstro.
que dava um passo o barulho aumentava, até que ele o sentiu bem atrás dele e, virando-se, tentou ver o que era. Deparou-se com um ser assustador, com olhos amarelos medonhos, mas ao mesmo tempo hipnotizantes. Tentou correr, mas suas pernas não respondiam aos seus comandos, então viu-se sendo devorado por aquele monstro.
Acordou assustado, olhou para os lados e reconheceu seu quarto, enxugou o suor que escorria pelo seu corpo e levantou-se. Pegou uma garrafa de scotch que se encontrava ao lado da cama, encaminhou-se para a janela, ergueu a garrafa e brindou "ao futuro da humanidade", poucos segundos depois formou-se um enorme cogumelo de fumaça causado por uma bomba atômica, e ele se viu evaporar.

Perdidos na noite e encerrados à um mundo sem rumo, que nos faz cada vez mais querer usar nossas asas. Mas ainda assim somos impedidos de voar por nossa descrença, nos tornando cegos, mesmo com a visão... E também pelo medo... Medo de alçar vôo e alcançar o Sol, sendo queimados por seu explêndido brilho!!




